Sindicatos dos Urbanitários reage à aprovação da Reforma Trabalhista no Senado Federal

A aprovação do projeto da Reforma Trabalhista, no dia 26, na Senado Federal gerou reação no Sindicato dos Urbanitários do Acre. A matéria, que altera diversos pontos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), é vista como um conjunto de retrocessos.
O secretário-geral dos Urbanitários, Marcelo Jucá, disse que a aprovação da reforma pela Câmara é lamentável e que ela não agrega em nada aos trabalhadores. Segundo Jucá, a votação a favor da proposta por dois senadores acreanos foi uma demonstração de traição dos parlamentares aos eleitores.
“Estamos perdendo direitos históricos. Todos estão vendo pelo lado do empresário e o trabalhador que é o mais importante está sendo deixado de lado. Vamos continuar a luta para os direitos não sejam tirados”, afirmou Jucá.
Jucá ainda ressaltou a fragilidade da lei brasileira, pois segundo ele, caso o Brasil tivesse uma lei que se cumprisse o presidente Michel Temer não estaria mais à frente do País.
“Nossa lei é muito fraca. Se cumprisse tudo que está escrito o Temer não estava mais na presidência e sim na prisão”, disse
Para o presidente do Urbanitários, Fernando Barbosa, a reforma irá causar grande impacto na sociedade brasileira ao fragilizar ainda mais os trabalhadores, já que reforça a negociação direta entre patrões e empregados impedindo até mesmo, em vários casos, a mediação de conflitos entre patrões/empregados pelos sindicatos ou justiça trabalhista.
“É inaceitável que a sociedade manter no poder parlamentares que aprovaram a Reforma sem sequer aceitarem discutir com os atingidos, ou seja, os trabalhadores, as mudanças que o governo impõe em benefício aos grandes empresários”, disse o presidente.
Dentre as mudanças que a matéria gera está o negociado sobre o legislado, ou seja, o que passa a valer é o negociado entre patrões e empregados, e não o que determina a CLT, o que é apontado como a precarização das relações de trabalho.
O projeto também permite a terceirização irrestrita nas empresas, inclusive nas atividades-fim; parcelamento de férias em até três vezes; permite jornada de até 12 horas seguidas, por 36 de descanso para mais categorias; e tira da Justiça do Trabalho a atribuição de anular acordos coletivos ou individuais de trabalho, enfraquecendo essa corte.

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