Câmara de Vereadores de Cruzeiro do Sul realiza nova Audiência Pública sobre a Eletroacre

A Câmara Municipal de Cruzeiro do Sul confirmou a realização, no próximo dia 5 de agosto, mais uma Audiência Pública para debater sobre a possível privatização do setor elétrico no Acre. Dessa vez, a Eletroacre confirmou a presença de um representante para explicar, segundo a empresa, os benefícios que vai trazer com a venda.
Na última Audiência Pública, realizada no dia 1 de julho, a empresa enviou um assessor da diretoria que pouco sabia do processo de privatização e não acrescentou nada ao debate. Para o secretário-geral do Sindicato dos Urbanitários, Marcelo Jucá, a presença de alguém que esteja ciente do processo será importante para explicar quais ‘benefícios’ trará uma possível venda da empresa.
“Pela primeira vez a Eletroacre terá um representante em uma Audiência Pública. Será a oportunidade de debatermos os prejuízos e os possíveis benefícios que a população terá caso ocorra a privatização da empresa no Acre”, ressaltou Jucá.
Jucá ainda lembrou da situação do estado do Rio de Janeiro que foi apontado em um levantamento da Firjan (Federação das Indústrias) com pior serviço de energia elétrica do país. A Cidade Maravilhosa tem seu setor elétrico privatizado.
Segundo o levantamento, o estado do Rio de Janeiro está praticamente estagnado com relação a qualidade de energia. O Rio registrou média de 25h sem energia elétrica em 2016.
“São 15h a média nacional e 25h o estado. Ou seja, para um estado que tem uma grande concentração industrial, que quer se desenvolver economicamente, ele precisa avançar em termos de política energética, economia e também industrial. Porque se não nós vamos perder o que significa também perda de emprego e renda”, afirmou Tatiana Lauria, especialista em estudos de infraestrutura do sistema Firjan.
Na região da Costa Verde, Angra dos Reis registrou cerca de 48 horas sem energia. E Paraty ficou mais de 46 horas no escuro. As duas cidades têm forte potencial turístico e o prejuízo é alto.
Na região centro-sul, o município de vassouras ficou cerca de 23 horas sem energia elétrica. Já no norte-fluminense, Campos registrou 33 horas. Teresópolis, na região serrana, ficou quase 45 horas no escuro em 2016.
“Todos esses problemas irão acontecer aqui no Acre. Não tem como fugir. Além das péssimas condições dos serviços ofertados à população, os programas sociais também deixarão de existir”, afirmou Jucá.

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