Perigo: saneamento básico pode ser privatizado no Estado

O governo do presidente, Michel Temer, pretende privatizar os serviços de saneamento básico. Apenas 5% do abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto no país são administrados por concessionárias privadas, segundo estudo divulgado pela Associação Brasileira das

Concessionárias Privadas de Água e Esgoto (Abcon).

Segundo a publicação, a maior parte do país (70%) é atendida por companhias públicas estaduais e 25%, por prestadoras públicas locais e microrregionais, como autarquias, sociedades de economia mista, empresas públicas e organizações sociais.

O Sindicato dos Urbanitários do Acre é a favor do fim do Depasa, pois na visão dos sindicalistas não contribuiu em nada para o desenvolvimento e crescimento do Estado. Em contrapartida, eles querem a revitalização da Sanacre e Saerb.

De acordo com o secretário-geral dos Urbanitários, Marcelo Jucá, a Sanacre existe ainda. Ela tem diretores e funcionários capacitados para administrar novamente o serviço de água e esgoto no Estado.

“Tanto a Sanacre como a Saerb existe de fato e direito. O Depasa foi criado como uma forma de oferecer cargos os ‘companheiros de lutas’. As duas empresas (Sanacre e Saerb) tem quadro de funcionários, que estão cedidos ao Depasa”, disse Jucá.

“Nós sempre defendemos o fim do Depasa. Somos o único Estado do Brasil que tem um departamento com essa característica, que segundo seus criadores, é para fazer serviços de saneamento básico e pavimentação. Na visão do sindicato, o governo deveria abrir uma discussão sobre saneamento e nós iríamos mostrar da importância da revitalização da Sanacre e da manutenção compartilhada na capital entre Sanacre e Saerb.”

O problema do saneamento básico na capital e no interior do Estado é notório. Durante dos esses anos, o Depasa não conseguiu resolver as demandas em relação a falta de água e também dos esgotos a céu aberto.

“Se em Rio Branco esse problema de falta de água e dos esgotos a céu aberto é frequente, imagina no interior do Estado. Esse departamento não conseguiu fazer o que era seu de direito. Colocaram um monte de gente dentro do setor e até agora não fizeram aquilo que foi proposto”, ressaltou Jucá.

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