Movimento sindicais realizam protesto contra a reforma da Previdência e as privatizações

 

As Centrais Sindicais, juntamente com os sindicatos acreanos, estarão realizando, na próxima sexta-feira, 31, um dia de mobilização contra a reforma da Previdência, a Lei da Terceirização e das privatizações do setor elétrico e de saneamento básico. O protesto será na frente do Palácio Rio Branco, a partir das 8 horas.

Para o secretário-geral do Sindicato dos Urbanitários, Marcelo Jucá, o objetivo do protesto é levar a sociedade os pontos negativos caso os projetos de reforma da Previdência. Se o projeto for aprovado, o trabalhador terá que contribuir 49 anos para receber o benefício integral.

A reforma inclui também a previsão de que o aposentado receberá o equivalente a 51% do benefício a que tem direito mais um ponto percentual por ano de contribuição. Como o tempo mínimo de contribuição passaria a ser de 25 anos, um aposentado recebe pelo menos 76% do benefício. Esse valor aumenta um ponto a cada ano adicional trabalhado, até chegar a 100% aos 49 anos.

Também existe a possibilidade dos Governo Federal e o Estadual anunciarem a privatização do setor elétrico e também do saneamento básico. Caso isso aconteça, os programas sociais como o Tarifa Social e Luz para Todos estão com os dias contados.

“Queremos mostrar à população que a privatização não irá melhorar em nada os serviços oferecidos. É muito importante o envolvimento dos trabalhadores e da comunidade geral para que tenhamos força para lutar contra esses projetos que chegam para beneficiar somente o empresário”, ressaltou Jucá.

Jucá ainda salientou que por conta dessa possibilidade de privatização, a pressão em cima da classe trabalhadora se torna ainda maior. Durante a Audiência Pública, realizada na Câmara dos Vereadores, na última segunda-feira, 27, a Prefeitura de Rio Branco enviou um projeto de parceria público-privado que vem na direção das privatizações.

“Esse projeto da prefeitura de Rio Branco vai desde a educação até a parte de saneamento básico. Então precisamos envolver toda sociedade para lutar contra a tentativa de retirada dos direitos e dizer os gestores que a população tem o direito de participar dos debates sobre esses temas”, disse.

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