Dívidas de empresas com a Previdência Social chegam a R$ 374 bilhões

Com as discussões a todo vapor sobre as mudanças nas regras de concessão das aposentadorias pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), subsidiadas pelo argumento do déficit previdenciário, que neste ano está estimado em R$ 167 bilhões, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirma que, até o final de 2015, 721.328 devedores deveriam pagar R$ 374 bilhões à Previdência Social.

Entre os principais devedores, grandes empresas fazem parte da lista: companhias aéreas já extintas como a Varig e a Vasp, a Vale, universidades particulares como o Instituto Presbiteriano Mackenzie, a Volkswagen, Correios, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, e as prefeituras de São Paulo, Campinas, Manaus e Salvador.

A cobrança dos valores é uma das reivindicações das centrais sindicais junto ao governo federal, como alternativa a uma reforma menos conservadora na Previdência Social. Em documento entregue pelo sindicato ao governo em uma das rodadas de reuniões entre a União e trabalhadores, para discutir propostas, quatro importantes sindicatos solicitaram a criação de um Programa de Parcelamento de Débitos (Refis), para a recuperação de dívidas ativas com a Previdência.

Diante do dado divulgado pela PGNF, a Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Cobap), pretende exigir do governo a cobrança imediata do dinheiro junto às empresas. Para a entidade, o recolhimento dos valores melhoraria consideravelmente o caixa da Previdência, gerando a ampliação de benefícios e a redução do déficit.

“É preciso acabar com a farsa do déficit previdenciário e impedir qualquer tipo de reforma nas aposentadorias e pensões ou em qualquer outro benefício da Previdência. É urgente que o dinheiro da Previdência seja cobrado”, diz a Cobap em nota.

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